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7 de outubro de 2011

O Missionário e sua Profissão Secular.


FOTO DO SITE: http://projetoicjapao.blogspot.com

Estivemos lendo alguns livros no mês passado para escrever este artigo sobre profissões de missionários e seu uso no campo de ação evangelística. Essas leituras me lembraram meus professores do ISERJInstituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, que afirmavam que uma vida sem ação social era uma vida sem graça. Por isso, escolhi ser professora e apesar dos altos e baixos na profissão... Através dela tive muito mais contato com questões sociais e, hoje, acredito que SERVIÇO SOCIAL é a área que vai me aprofundar de vez no mundo missionário.

Conversando com muitos amigos e irmãos em Cristo que trabalham diretamente na área missionária e/ou estão no campo de Missões dentro e fora do Brasil, percebi que Missões sem ação social se torna meio morta. As pessoas sempre esperam algo mais do missionário quando os vêem chegar em suas cidades. 

A população local não quer somente ouvir uma palavra que as conforte, querem vir na prática o que precisam... Precisam de um estranho que se tornará um grande amigo para dar-lhes o que não tem.

As questões sociais e políticas do Brasil me interessam, porque através delas conhecemos melhor nossa cultura e a de outros povos e precisamos ser úteis também fora, em algum lugar ainda mais necessitado. 

Aquele que quer ser missionário precisa estudar missões no contexto cultural do lugar onde deseja estar ou será enviado. As experiências frustrantes virão, mas juntar-se-ão ao desejo de estar organizada numa ação humanitária cristã que servirá para ajudar muitas pessoas em tal contexto físico. 

Por isso, o missionário que já vai ao campo com uma profissão ganha mais crédito e aprovação em seu trabalho evangélico local. É aí que nos tornamos missionários. No entanto, conheço muitos missionários que não possuem nem o Ensino Fundamental, mas guiados pelo Espírito Santo desenvolvem um trabalho excelente, formando novos discípulos e levando o Evangelho de Jesus Cristo aos que não O conhecem.

Nos livros que li, pude constatar que muitos de nós desconhecíamos que o primeiro missionário a se fixar de forma permanente no Brasil através de sua profissão foi Robert Kalley (1809-1888). 

Kalley era médico e missionário. O Dr. Kalley veio da Escócia em 1885, com sua esposa, uma musicóloga que fundou uma instituição de ajuda a pessoas carentes. Dr. Kalley pastoreava através da medicina ao receber seus pacientes e acabava pregando o Cristianismo. 

Poucos sabem, mas Dr. Kalley foi um dos que ajudaram a acabar com a epidemia de cólera que ocorreu em Petrópolis/RJ, em novembro de 1855 e a epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro/RJ em julho de 1858.


Sinceramente, agradeço a Deus por todos esses que, muito antes de usarmos o termo missões, se doaram em suas profissões para como missionários trazerem até nós a Palavra de Jesus e marcarem a nossa história. 

Se hoje temos um contato com o Evangelho e falamos de Missões é graças a pessoas como Dr. Kalley entre outros profissionais que acrescentaram um pouco de sua cultura cristã ao nosso povo, junto com a utilização de seus préstimos profissionais.

Como professora que sou... Não posso deixar de citar aqui a vinda de Ruth Siemens que era professora e diretora de escola e junto com Robert Young, professor universitário, fundou a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). Eles não abandonaram suas profissões para ministrar entre os estudantes; pelo contrário, produziram frutos e serviram de modelo para seus discípulos.


Não demorou muito e logo depois começaram a surgir profissionais brasileiros comprometidos com missões. E foram muitos! Professores que ensinaram tanto na sua área de conhecimento como no evangelho. Arquitetos e engenheiros que contribuíram com projetos de construção de igrejas voluntariamente dentro do Brasil e fora. 

Médicos e demais profissionais de saúde que se dedicaram ao cuidado físico, principalmente, dos mais necessitados; que fundaram clínicas e hospitais evangélicos. Administradores, contadores, secretários e secretárias, que dedicaram seus dons e talentos nas igrejas para que estas pudessem ter uma boa administração eclesiástica e administrativa.

Um grupo grande de profissionais iniciou uma busca por oportunidades missionárias em suas vidas, entregando sua profissão à disposição de Cristo. Estudantes de Letras e Comunicações, além de Psicólogos que estudaram maneiras de contribuir com a sua especialidade no aconselhamento pastoral e no apoio aos membros da igreja e à sociedade...

É por isso que reconhecemos que Missões não pode ser um departamento isolado na Igreja. Um departamento missionário não pode se excluir do contato com os membros, não pode achar que não precisa de cooperação. 

Nós temos que fazer parte da própria essência da obra missionária, pois Missões envolvem a cada cristão na totalidade de sua vida. Ser missionário não é ser missionário de profissão, mas fazer de sua profissão algo mais no âmbito de Missões. 

Só assim veremos profissionais alcançando indígenas brasileiros com os barcos de assistência social na Amazônia, por exemplo, e teremos, principalmente, indo para países da África ou Ásia vários grupos de missionários capacitados no campo transcultural.

Mas de que adianta o profissional querer estar na área missionária se não possuir apoio pastoral ou não ter compromisso formal com sua igreja? Pior ainda se não for ligado ou não ter apoio de uma agência missionária! Se for com a própria ilusão, vai regressar esgotado e frustrado. 

Nós precisamos reconhecer às nossas limitações, nos conhecer, nos associar e trocar informações para trabalharmos juntos pelo bem do Reino de Deus. O importante é que temos visto hoje, que as Igrejas e agências missionárias estão se abrindo para treinar novos obreiros. 

Precisamos agir rápido, pois a maioria das nações não-alcançadas com o evangelho, em sua maioria... São nações empobrecidas e o missionário precisa não somente ser convencionado, mas ter uma preparação profissional... Se não, simplesmente, não entra nestas nações.

Quer ser um missionário que vá ser útil com sua profissão no campo?

Primeiro: Tenha certeza de sua vocação profissional e de que a mesma será útil na área cristã;

Segundo: Prepare-se, estude e conheça o lugar para onde vai antes de chegar lá;

Terceiro: Seja humilde! Se não der para se sustentar sozinho com sua profissão... Peça ajuda, pois o auto-sustento deixou de ser a característica principal do missionário que precisará de recursos adicionais para viver em países que não podem pagar bons salários; e lembre-se de trabalhar em equipe SEMPRE;

Quarto: Se tiver que ir ao campo de Missões não vá porque você quer ir de qualquer jeito com ou sem apoio. Só vá pelo envio da igreja local: nunca pelo “auto-envio”;

Quinto: Evite o isolamento, não finja ser um profissional nem tampouco use a sua profissão apenas para obtenção de visto; faça parcerias com a igreja local e agências missionárias;

Sexto: Mantenha sempre o contato com seu pastor e tenha o apoio pastoral; se for necessário regressar do campo para uma “reciclagem”... Faça isso!


Fonte:


CARDOSO, Douglas Nassif. Robert Reid Kalley: médico, missionário e profeta. Edição do autor: 2001. 176 p.

CÉSAR, Elben M. Lenz. História da Evangelização do Brasil; dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa: Ultimato, 2000. p. 83.

CAVALCANTI, Robinson. Viver é pensar; as alegrias e tristezas de um autor cristão. Ultimato, Viçosa, nov./dez. 2003, p. 41.
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