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7 de março de 2016

Pr. Eliel Gomes - Malawi, uma Igreja que silenciosamente clama por SOCORRO!



MALAWI: UM PAÍS - UM POVO E UMA IGREJA QUE SILENCIOSAMENTE CLAMA POR SOCORRO

Já estivemos no Malawi, mais precisamente no extremo da região sudeste que faz fronteira com Moçambique, pelo menos três vezes desde Outubro de 2003 até Julho de 2012. Em todas as viagens e em especial na que fizemos em Julho de 2012 nossa impressão sempre foi de um povo oprimido de uma lado por falhas na governança e por outro lado devido aos anos e anos de influência das religiões tradicionais africanas.

Vimos centenas de jovens e crianças sem a mínima perspectiva de um futuro decente; vimos uma igreja que luta desesperadamente para se manter limpa no meio de uma cultura espiritualmente contaminada. Em 2012 vimos centenas de crianças nas estradas, nas ruas e nas feiras livres, ao que eles chamam de bazaar, pedindo dinheiro, se expondo e se oferecendo muitas vezes por um saquinho com apenas duas colheres de açúcar. Por causa disso, em países pobres como Malawi, a cada ano, centenas de crianças especialmente meninas desaparecem e nunca mais são encontradas.

Nosso trabalho no Malawi apesar de todo o sofrimento tem crescido muito, nos últimos três anos trouxemos mais de 30 pastores para estudarem em nossa escola bíblica em Moçambique-Beira e isso deu um novo impulso a igreja local. Temos hoje lá dois grandes líderes que trabalham cada um em sua área para o crescimento da obra. Por conta disso decidimos convocar os pastores e realizamos de 27-29/11, na cidade de Blantyre que além de ser a segunda maior cidade do país, é a mais importante economicamente e uma espécie de capital da região sudeste.

Esperávamos encontrar uma cidade moderna e encontramos, mas desde o aeroporto que é inferior em infraestrutura a qualquer estação rodoviária das cidades de médio porte no Brasil, constatei uma pobreza imensa, tão visível que mesmo os mais de 27 anos de vida e trabalho neste continente me deixaram impressionado e comovido.

Depois de alguns dias lá eu saí com a impressão de que nós aqui na África do Sul, e na maior parte do Brasil não sabemos o que é viver uma crise total e absoluta de vida. Nasci e fui criado na parte mais pobre do Brasil, o extremo norte, mas posso te afirmar que o Malawi de hoje vive uma vida inferior em qualidade, saneamento básico e infraestrutura do que tínhamos no norte do Brasil nas décadas de 1960/70 do século passado. Apesar da evidente maquiagem de uma grande cidade, é impossível esconder a pobreza extrema, a miséria terrível que a maior parte da população vive.

Não há guerra no Malawi, mas quando estava numa feira (bazaar) tirando algumas fotos, o Pastor Johnny Kanimbiry que é o líder daquela região me disse que tivesse muito cuidado pois o governo não gostava, nem autorizava que se tirassem fotos dos lugares onde o povo se abastecia especialmente por estrangeiros. Nem em Moçambique no tempo da guerra, quando havia muitas restrições quanto a fotografias, eu ouvi algo assim. Nem sequer consigo imaginar o que acontece nas regiões mais para o interior onde infelizmente por causa da falta de recursos ainda não pudemos chegar. Em uma das fotos que estão na capa deste informativo, você pode ver no nosso caminhão um pouco de lenha. Essa era toda a lenha que encontramos em duas feiras para comprar e 98% da população usa lenha para cozinhar. Você ainda verá outra foto na qual aparecem tiras de casca de eucalípto, isso foi a lenha que os irmãos compraram para fazer fogo e cozinhar para todos.

Apesar de ser um encontro nacional e estarem ali mais de 80% de todos os pastores; no segundo dia, sábado dia 28/11, eles me procuraram e pediram dinheiro para comprar o alimento, pois tudo o que trouxeram acabara no primeiro dia. Depois disso, eu tive que ajudá-los a pagar o transporte de volta para mais de 50 pessoas entre pastores e famílias, pois eles não tinham mais dinheiro e vieram confiando que o papá gomes, “o pai branco” lhes daria.

Falta absolutamente tudo, e o que se encontra custam pelo menos 50% a mais que em Moçambique, o milho, os temperos, a lenha, o sal, e uns peixinhos secos com o qual faziam o caril (a mistura com a qual comem a massa de milho). O combustível: gasolina e diesel custam próximo de 5,00 reais por litro e isso influencia nos preços de tudo aquilo que o povo compra.

Temos hoje mais de 60 pastores do Malawi em nossa folha de pagamento mensal, mas o que damos a eles, rateando aquilo que recebemos das igrejas não daria para uma família no Brasil sobreviver nem uma semana somente comprando comida. Eu fico indignado e me custa conter a ira quando ouço colegas “interessados” em investir na missão em África, afirmarem que sabem que aqui com 200 reais é possível se sustentar uma família.

GRAÇAS A DEUS pelas igrejas que nos dão 200,00 reais por obreiro e família, pois com isso corremos atrás de outros parceiros, que nos dão 100 reais e juntamos ainda as ofertas pessoais, o dinheiro dos meus livros, enfim … Tudo o que consigo, para dar a eles alguma coisa que lhes permite pelo menos comprar algo para comer. A fome é terrível, mas até mesmo com ela parece que o ser humano se acostuma.

Nesta viagem eu vi um dos pastores que já estava a mais de 24 horas sem comer nada, vestindo a mesma roupa a mais de uma semana, dormindo numa esteira, sem acesso a um banho decente, o qual apesar de liderar quase 50 obreiros, me pediu um pouco de dinheiro e comprou batata cozida e alguns vegetais para comer, pois estava quase desfalecendo; e quando eu digo que pelo menos 1/2 salário mínimo pode ajudar um obreiro, me olham com desconfiança e negam dizendo NÃO TEMOS DINHEIRO. … Mas as férias e o 13º salário estão garantidos.

ISTO É UM DESABAFO? É muito mais do que isso. Ouço dos políticos e dos intelectuais esta expressão: “precisamos ouvir a voz das ruas”. No entanto, eu te digo: “PRECISAMOS OUVIR O CLAMOR dos pobres e desamparados em todo o mundo”. Pois de acordo com a Palavra de Deus, “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido”. (Pv. 21.13) Se queremos que Deus socorra a nossa nação, cuja igreja  teve 21 anos de “vacas gordas” para investir na missão real da Igreja na terra e não o fez, pois durante este período apenas se construíram, ampliaram ou reformaram templos, sem contar as centenas de pastores que ficaram ricos e acumularam  patrimônios grandiosos.


Se queremos que Deus nos ouça precisamos abrir nossos próprios ouvidos para nações como o Malawi, que desesperadamente estão clamando por aquilo que é básico, o evangelho, a comida e um pouco de amor.


*** As informações aqui prestadas foram fornecidas pelo próprio Pr. Eliel Gomes através de seu informativo S.O.S Ministry.

5 de março de 2016

Missº. Renato Magnus - Carta Informativa do sertão do RN.



Estamos no Campo Missionário em Santana do Matos – RN, e na nossa área de atuação existem várias comunidades, temos atuado mais precisamente em três delas (Bom Jesus “onde funciona a nossa igreja no alpendre do irmão Roberto”, Coroas Limpas e Pinturas), DEUS tem nos dado graça para levarmos o evangelho a eles, estamos visitando essas comunidades a mais de seis anos e no dia 10 de janeiro de 2016 tomamos a decisão de vir e cuidar mais deste povo, a princípio ficaram um pouco desconfiados “como alguém pode sair de sua cidade para viver em um lugar que não tem nada?” era o que sempre nos perguntavam. Durante esses anos vinhamos a cada três meses e aos poucos víamos o interesse das pessoas em conhecer mais de JESUS. O Evangelho verdadeiramente é poder de DEUS. Aos poucos foram se convertendo, hoje (11/02/2016) após seis anos vindo vita-los e um mês morando aqui com muito trabalho e oração temos um grupo de mais de 30 congregados, uma escola bíblica infantil aos domingos de 20 crianças abaixo de 14 anos. Toda honra e glória ao nome de JESUS.

As principais dificuldades são:

Carência Cultural: A pedofilia são visto por eles como algo natural, é comum entre eles as mulheres terem filhos de mais dois pais diferentes. Meninas de 12 a 14 anos ficarem grávidas é uma constante, mulheres com não mais de 20 anos relatam: “Já tive dois maridos”, “já tive 4 filhos” e por ai vai, facilmente vemos meninas nas beiras da estrada em procura de viajantes para se prostituirem;

Carência Intelectual: Na grande maioria eles são analfabetos, o que de certa forma os impede de uma maior e melhor compreensão do mundo a sua volta, tornando se muitas vezes massas de manobra;

Carência Espiritual: Cultuam divindades, e dão muito crédito a rezadeiras e trabalhos de macumba; não tem uma unidade de culto entre eles, cada um crê de uma forma;

Carência Financeira: Vivem da agricultura de subsistência, suas rendas mensais não passam de R$ 100,00 ao mês por famílias em muitas das casas que visitamos, ainda mais tem o agravante de estar passando por anos de seca, o que só tem aumentado as necessidades, a caça também é um meio de sustento entre eles, algumas chuvas tem caído nesses últimos meses, nenhum barreiro ou açude ainda encheu mas já podemos ver alguns plantio, isso muito tem nos alegrado;

Carência de Liberdade: Devido a situação em que vivem, atrelados nas mãos de lideranças políticas, que em troca de alimentos e promessas de melhorias de saúde e educação para os filhos os trazem em rédeas curtas; e muitos por não terem o que fazer nas comunidades estão presos ao alcoolismo e drogas;

A hora da virada: Creio que “Para todo lugar DEUS tem um tempo”. Cremos que é o tempo de Deus para o este lugar, pois o Evangelho tem transformado vidas e a própria comunidade tem comentado e visto a diferença nos que tem recebido a JESUS, ainda são muitos os desafios, mas aos poucos o agir de DEUS tem feito maravilhas no nosso meio. Temos realizados alguns cultos nos lares, levando conosco os irmãos que já se unem a nós nas comunidades, temos visto o quanto as pessoas tem se aproximado e se interessados em buscar ao SENHOR e conhecer mais sobre ELE.

No inicio deste mês foi realizado uma pequena ação na comunidade de Bom Jesus entre os jovens da congregação. Uma linda ação idealizada pelo irmão Roberto que tanto tem ajudado nos ajudado a pregar do evangelho e cuidar deste povo. Todos saíram na comunidade com sacos grandes de lixo coletano lixos na comunidade e fazendo uma limpeza, conseguiram juntar 12 sacos grandes cheios de lixo em poucas horas. Foi muito lindo ver jovens envolvidos na limpeza da comunidade, as pessoas contribuíram com a ação e os aplaudiam por onde passavam, verdadeiramente temos visto o SENHOR em tudo aqui.

  
Somos gratos a DEUS e aos mantenedores que tem sustentado esse ministério diante da vontade do SENHOR, agradecemos a todos os contribuintes dessa obra, que DEUS os abençoe sempre em nome de JESUS.
 

Em Cristo,

Miss. Renato Magnus
(pequeno servo do SENHOR JESUS no sertão nordestino)






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DIP 2016

O DIP é um movimento de oração para que a Igreja Perseguida tenha perseverança, paciência e alegria por estar firme em Cristo Jesus. Neste ano, convidamos você para se juntar a nós para orar e agir em favor dos cristãos no Iraque e Síria.

Atualmente, o extremismo islâmico é de longe a mais significativa fonte de perseguição no mundo. 80% dos países listados pela Classificação da Perseguição Religiosa 2016 são afetados por esse tipo de perseguição, que pode vir dos governos, das comunidades e até mesmo das próprias famílias. 

A guerra civil na Síria (luta entre o regime de Bashar Assad e rebeldes), e o crescimento do grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico no Iraque e também na Síria, têm forçado milhares de cristãos a fugir em busca de um lugar de paz. O extremismo islâmico no Oriente Médio é responsável pela maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, e tem deixado a comunidade cristã sem muitas esperanças quanto ao futuro. Segundo estimativas, 11 milhões de sírios -­ metade da população -­ morreram ou fugiram do conflito desde 2011.

Todos os dias, vemos e ouvimos nos meios de comunicação histórias de refugiados, e sabemos que eles precisam de nossa ajuda e de nossas orações. É por esse motivo que convidamos você a orar para que o Evangelho continue sendo proclamado ali e para que a esperança em Jesus continue viva no coração dos cristãos.

A Portas Abertas tem apoiado igrejas a permanecer e pessoas a sobreviver e brilhar a luz de Cristo em meio à escuridão, através de apoio emergencial, aconselhamento pós-trauma, distribuição de Bíblias e materiais cristãos e treinamento de líderes. Mas nossas orações são fundamentais. Junte sua voz para orar e falar por nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria.

Aproveite essa oportunidade para interceder por nossa família perseguida. Ajude a manter a esperança viva.

Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração.

Romanos 12.12



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